A Prefeitura de Santarém decretou situação de emergência em decorrência da seca prolongada, com validade de 90 dias. A decisão foi tomada em um contexto crítico, já que a cidade não registra chuvas desde 23 de julho, totalizando quase três meses de estiagem.
Uma reunião ordinária do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) foi convocada para esta segunda-feira (19), às 9h, no Centro Municipal de Informação e Educação Ambiental (Ciam). Um dos principais tópicos da pauta é a adesão de Santarém ao terceiro ciclo do programa “União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais”, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Monitoramento e Ações Emergenciais
Durante a reunião, os conselheiros também irão analisar boletins de monitoramento de queimadas, com a participação do professor Alex Santos da Silva, para desenvolver ações contra os focos de calor. Outro assunto em discussão é o Decreto Estadual nº 5.606, que declarou situação preventiva de alerta climático e ambiental.
A Defesa Civil e o Comitê de Gestão de Riscos estão monitorando os rios Amazonas e Tapajós para garantir assistência humanitária e o fornecimento de água potável às comunidades isoladas que dependem do transporte fluvial. No último domingo (18), o Rio Tapajós registrou 1,63 metro, 1,38 metro abaixo do nível do ano anterior, embora ainda acima dos registros históricos de 2024 e 2023.
O CMMA, órgão consultivo e deliberativo vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), é composto por 22 membros, incluindo representantes do poder público, universidades e sociedade civil, como a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
Fonte original: G1