O agronegócio brasileiro se destaca como um setor vital para a economia, respondendo por quase 50% das exportações nacionais em 2025, com vendas que totalizaram US$ 169,2 bilhões. Apesar do sucesso, o setor enfrenta desafios que precisam ser superados para continuar crescendo.
Infraestrutura e financiamento
A eficiência na produção é uma realidade nas fazendas brasileiras, mas a logística de transporte ainda é um ponto crítico. A precariedade das estradas e portos encarece o escoamento da safra, e a falta de armazéns força muitos produtores a venderem seus produtos em condições desfavoráveis. Um exemplo é a Ferrogrão, um projeto de ferrovia que visa conectar o Centro-Oeste aos portos do Norte, mas que até agora não saiu do papel.
Além disso, o setor carece de boas linhas de crédito e seguros rurais adequados. O Brasil é um dos países que menos subsidiam seus produtores, o que torna a competição com países que oferecem apoio público mais robusto uma tarefa difícil.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um exemplo do que o poder público pode realizar em prol do agronegócio. Contudo, a instituição enfrenta restrições orçamentárias, com um orçamento de R$ 371,5 milhões, inferior ao que considera necessário para suas atividades.
Outro aspecto importante é a necessidade de reconhecimento internacional das boas práticas ambientais no setor. A degradação ambiental e as condições de trabalho análogas à escravidão ainda são desafios que precisam ser enfrentados com rigor por parte do governo.
Por fim, o Brasil deve buscar agregar valor aos produtos agrícolas, investindo em alimentos processados, bioinsumos e biocombustíveis. O setor possui uma bancada forte no Congresso, que poderia ser mais ativa na construção de políticas que fortaleçam a pesquisa e melhorem a infraestrutura, essenciais para o futuro do agronegócio.
Fonte original: O Estado de S. Paulo,