A inteligência artificial (IA) se tornou um tema central nas discussões empresariais, com 53% dos executivos brasileiros considerando-a uma prioridade, segundo o estudo Mercado Brasileiro de Software, da ABES com dados da IDC. Atualmente, 40% das empresas já investem em agentes de IA, enquanto um terço planeja iniciar investimentos.
No entanto, um estudo da iniciativa NANDA, do MIT, revelou que 95% dos projetos de IA generativa não resultam em ganhos significativos de receita ou eficiência. A Gartner também aponta que mais de 40% dos projetos de IA agêntica podem ser cancelados devido a custos elevados, falta de clareza nos benefícios e controles de risco inadequados.
O diferencial da Crosoften
O mesmo levantamento do MIT indica que projetos realizados com fornecedores especializados têm uma taxa de sucesso de 67%, enquanto aqueles desenvolvidos internamente alcançam apenas um terço desse índice. É nesse contexto que a Crosoften se posiciona no mercado.
Fundada em 2003 como um portal de buscas, a Crosoften se transformou em uma empresa de engenharia de software, contando com cerca de 800 desenvolvedores. Com operações no Brasil, Chile e Panamá, a empresa já completou mais de 2.500 projetos, atendendo clientes como Porsche, Carrefour, Santander e iFood. Avaliações de grandes auditorias corporativas estimam o valor da Crosoften em mais de R$ 120 milhões.
Rafael Melo, diretor técnico da Crosoften, afirma: “A inteligência artificial deixou de ser vitrine. O executivo hoje não pergunta se dá para fazer; pergunta em quantos meses o projeto se paga”.
Metodologia estruturada para o sucesso
A Crosoften busca evitar falhas comuns em projetos de IA, iniciando o processo com um contrato fechado antes de qualquer desenvolvimento. O fluxo começa com um acordo de confidencialidade (NDA), seguido por um diagnóstico técnico e de riscos, culminando em uma proposta com escopo, preço e prazo definidos. A entrega dos projetos ocorre, em média, em 60 dias, com pagamentos por etapas e garantia de cinco anos contra bugs.
Melo destaca que “a maioria dos projetos de IA não falha por causa do modelo. Falha porque começou sem escopo, sem dono e sem um contrato que proteja as duas partes”. A empresa também incorpora uma abordagem jurídica desde o início, trabalhando com especialistas em direito digital e conformidade com a LGPD, reconhecendo a importância da proteção de dados desde o início do projeto.
Outro dado do MIT indica que, embora mais da metade dos orçamentos de IA generativa seja direcionada a vendas e marketing, o maior retorno financeiro é observado em áreas administrativas e de suporte, como automação de processos internos. A Crosoften foca em reduzir retrabalho e erros humanos, afirmando que projetos estruturados com essa abordagem costumam se pagar em média em três meses. “O caminho não é transformar a empresa inteira de uma vez. É escolher o processo que mais dói, resolver bem, medir e então escalar”, conclui Rafael Melo.
Fonte original: Valor Econômico