O Bitcoin apresentou uma leve alta nesta quinta-feira (15), recuperando o nível dos US$ 82 mil, que havia perdido na sessão anterior. Este valor é considerado um suporte importante para a criptomoeda.
A recuperação, no entanto, é limitada devido a dados de inflação dos EUA, incluindo o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que foram divulgados hoje e sugerem uma postura mais rigorosa do Federal Reserve (Fed).
Movimentação no mercado e correlações
Por volta das 16h00 (horário de Brasília), o Bitcoin operava em alta de 0,83%, cotado a US$ 82.469,62, enquanto o Ethereum subia 0,91%, a US$ 2.451,79, conforme informações da plataforma Binance. A alta da criptomoeda é impulsionada por uma reviravolta nos mercados acionários, com investidores redirecionando capital para o índice Dow Jones Industrial Average.
Lacie Zhang, da Bitget Wallet, comentou que essa reversão provocou uma onda de liquidações de posições vendidas, acelerando a alta do Bitcoin. As perspectivas fundamentais para a criptomoeda permanecem inalteradas, com investidores atentos a um possível aumento na demanda por criptomoedas.
Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin, destacou que, no curto prazo, a linha de defesa principal é de US$ 80 mil. Ele observa que recuperar os US$ 82 mil seria um sinal positivo, enquanto perder os US$ 80 mil poderia aumentar o risco de um novo teste na região dos US$ 77 mil.
Além disso, o Bitcoin começou a mostrar uma correlação mais forte com os preços do ouro do que com as ações dos EUA, algo que não ocorria desde o final de 2020. Thahbib Rahman, da Block Scholes, informou que a correlação móvel de 90 dias entre o Bitcoin e o ouro está em 51%, próximo aos picos de novembro de 2020, quando a pandemia levou a estímulos fiscais e monetários.
Fonte original: CNN Brasil