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NASA desenvolve novo telescópio espacial PRIMA para explorar o infravermelho distante

A NASA está em fase de desenvolvimento de um novo telescópio espacial, chamado PRIMA (PRobe far-Infrared Mission for Astrophysics), que se dedicará a investigar uma parte do Universo ainda inexplorada. A missão, que avança para a Fase B, visa estudar o infravermelho distante, essencial para compreender a formação de planetas, galáxias e buracos negros supermassivos.

Objetivos e características da missão

O professor George Helou, do Caltech, detalhou que a PRIMA tem três objetivos científicos principais: “compreender as origens das atmosferas planetárias; descrever a coevolução das galáxias e dos buracos negros em seus centros; e acompanhar o acúmulo de poeira e metais ao longo do tempo cósmico.”

A principal inovação da PRIMA será sua capacidade de observar o infravermelho distante, uma faixa de luz que não pode ser estudada adequadamente da superfície terrestre devido à interferência da atmosfera. Essa faixa é crucial, pois muitos fenômenos cósmicos ocorrem em regiões densamente povoadas por poeira, que absorve luz visível e reemite em infravermelho. Helou enfatizou que “aproximadamente metade da energia luminosa que preenche o Universo está na forma de luz infravermelha.”

Integração com outros telescópios

A PRIMA não substitui os telescópios James Webb e Nancy Grace Roman, mas sim complementa suas capacidades. Enquanto o Webb já revolucionou a observação do cosmos, a PRIMA poderá acessar faixas do infravermelho distante que os outros telescópios não conseguem. “PRIMA será extremamente sensível à luz em comprimentos de onda do infravermelho distante aos quais o Roman e outros telescópios não têm acesso”, afirmou Alexandra Pope, da Universidade de Massachusetts Amherst.

Além disso, a PRIMA poderá trabalhar em conjunto com o Roman, permitindo que os cientistas combinem dados de ambos os telescópios para obter uma visão mais completa sobre a formação e evolução de planetas, galáxias e buracos negros supermassivos.

Com um telescópio de 1,8 metro, a PRIMA está prevista para custar cerca de US$ 1,2 bilhão e será administrada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL). O lançamento está programado para 2033, com uma missão principal de cinco anos, podendo ser estendida após avaliação.

A PRIMA representa uma oportunidade única de expandir nosso entendimento do cosmos, investigando questões fundamentais sobre a formação de galáxias, estrelas e buracos negros, além de explorar como a água chegou à Terra e como os elementos pesados se acumularam no Universo ao longo do tempo.

Fonte original: Olhar Digital

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