O Brasil teve um desempenho notável na 19ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), realizada em Hanói, Vietnã, entre 25 de setembro e 5 de outubro. A delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze, marcando um dos melhores resultados da história do país na competição.
Medalhistas e desafios enfrentados
A medalha de ouro foi conquistada por Eyke Cardoso de Souza Torres, enquanto Arthur Alencar Spuri garantiu a prata. As medalhas de bronze foram para Biatriz Soares Silva, Jailson Henrique Godeiro Neto e Isaac Victor de Araújo Santos. Todos os cinco estudantes foram selecionados para a IOAA após um rigoroso processo seletivo que começou na segunda fase da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
A competição apresentou provas desafiadoras, incluindo questões sobre a observação de Saturno e a determinação da massa de buracos negros. O professor Thiago Paulin, que liderou a delegação, destacou que os estudantes precisaram interpretar dados e realizar cálculos astronômicos complexos.
Os participantes compartilharam suas experiências, com Isaac Santos mencionando a análise de dados como a prova mais difícil. Arthur Spuri ressaltou uma questão teórica sobre buracos negros primordiais, enquanto Biatriz Soares destacou a prova de telescópio como uma experiência marcante.
Além das provas, a interação com estudantes de outros países foi enriquecedora. Jailson Godeiro comentou sobre a convivência com participantes da Turquia e da Arábia Saudita, o que ampliou a troca cultural entre os jovens cientistas.
Para se classificar para a IOAA, os estudantes do ensino médio devem obter nota igual ou superior a 7 na OBA do ano anterior, enquanto alunos do 9º ano precisam de nota mínima de 9. O processo seletivo inclui provas presenciais e o Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA²), que culmina na escolha dos cinco representantes do Brasil na competição internacional.
Fonte original: CNN Brasil