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Bolsas europeias caem 1% devido a riscos fiscais e alta do petróleo

As bolsas europeias encerraram o dia em queda nesta quarta-feira (7), refletindo uma correção após os ganhos recentes e sendo impactadas por preocupações políticas e fiscais, especialmente na França.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com uma desvalorização de 1,00%, atingindo 630,25 pontos. Entre os principais índices, o FTSE 100 de Londres caiu 0,79%, a 10.458,50 pontos; o DAX de Frankfurt teve uma queda de 1,35%, a 25.104,36 pontos; e o CAC 40 de Paris registrou uma perda de 1,22%, a 7.769,21 pontos.

Fatores que influenciaram o mercado

Os juros dos títulos franceses foram um ponto focal, especialmente em meio às negociações orçamentárias do governo do presidente Emmanuel Macron, que busca limitar o déficit a 5% do PIB. O ING destacou que o plano fiscal da candidata à presidência Marine Le Pen “pode dar um suporte momentâneo aos OATs, mas a falta de credibilidade e a incerteza eleitoral à frente ainda apontam para riscos de alargamento dos spreads”.

A alta dos preços do petróleo, impulsionada por novos ataques reivindicados pelos Houthis na Arábia Saudita, também pressionou as negociações na Europa. Apesar do aumento nos preços de energia, Álvaro Santos Pereira, dirigente do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que os níveis atuais de inflação estão abaixo dos observados durante o choque energético de 2022.

Além disso, a produção industrial da Alemanha apresentou um crescimento de 2% em agosto em relação a julho, indicando que o impacto econômico da onda de calor e da seca foi menos severo do que o esperado.

No setor bancário, as ações recuaram 3,3%, com quedas significativas em instituições francesas como o Société Générale (-5,1%) e o BNP Paribas (-4,1%). Em Amsterdã, o ABN AMRO caiu 3,8% após o governo da Holanda anunciar planos de reduzir sua participação no banco.

No setor automobilístico, a Porsche registrou uma queda de 0,5% após anunciar planos de tornar seus veículos mais exclusivos, enquanto continua a cortar custos e simplificar operações para aumentar a rentabilidade.

Fonte original: Money Times

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