O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma nova queda de 1,38% nesta quarta-feira (28), alcançando 173.413 pontos. Com isso, o índice acumula perdas de 14,56% na semana. O dólar, por sua vez, caiu 0,40%, sendo cotado a R$ 5,3282.
Expectativa em relação ao Federal Reserve
A atenção do mercado está voltada para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), programada para o meio da tarde. De acordo com dados do CME Group, a maioria dos investidores acredita que a instituição manterá as taxas inalteradas. Além disso, declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, também são esperadas.
A política de juros nos Estados Unidos impacta diretamente o Brasil. Com as taxas em níveis historicamente altos, há uma pressão crescente para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça elevada por mais tempo, o que pode influenciar o câmbio.
Pressão fiscal e medidas do governo
No Brasil, o cenário fiscal é uma preocupação central para os investidores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para garantir o compromisso de atingir o centro da meta fiscal até 2027. Essa medida surge em resposta à pressão de investidores e empresários por um ajuste fiscal após a reeleição do presidente Lula (PT).
Durigan também mencionou a proposta de regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”, que visa encarecer produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. O novo imposto começará a ser cobrado em 2027 e afetará itens como bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros.
Com a reeleição de Lula, há receios de que a falta de controle fiscal possa agravar a situação da dívida pública, resultando em crédito mais caro e uma possível nova alta da Selic, caso a valorização do dólar pressione a inflação.
Além disso, no mercado de commodities, os preços do petróleo se mantêm elevados, impulsionados por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do Brent subiu 1,16%, cotado a US$ 115,20, enquanto o WTI avançou 1,83%, a US$ 101,73 por barril.
Na Ásia, as ações chinesas tiveram alta, impulsionadas pela recuperação dos papéis de inteligência artificial, com o Índice de Xangai e o CSI300 subindo 0,9%. O Nikkei, no Japão, avançou 1,08%, e o Kospi, na Coreia do Sul, valorizou 6,63%.
Fonte original: g1 Economia