O Ibovespa opera em alta de 1% nesta terça-feira (27), alcançando 178,5 mil pontos, após uma forte queda de 13,8% no dia anterior. O dólar comercial também apresenta queda, cotado a R$ 5,32, enquanto as taxas de juros futuros recuam, acompanhando a tendência do câmbio.
Movimentações do Mercado
O índice de volatilidade (VIX) nos EUA caiu 3,64%, atingindo 17,72 pontos, refletindo um clima de otimismo entre os investidores. No Brasil, as ações de grandes bancos e varejistas estão em alta, enquanto as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4) apresentam quedas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a importância de sinalizar ao mercado sobre as medidas fiscais que o governo está preparando. Ele afirmou que o governo já possui propostas para buscar o equilíbrio fiscal, embora não tenha discutido a formação da nova equipe ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Ibovespa começou o dia com uma leve alta de 0,71% e, ao longo da manhã, foi renovando suas máximas, com destaque para o desempenho positivo de ações de varejistas como BHIA3 e MGLU3, que subiram 5,62% e 5,85%, respectivamente.
Expectativas e Análises
Os investidores estão atentos às declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que fará uma coletiva de imprensa às 11h sobre a estabilidade financeira do país. As expectativas em relação ao Federal Reserve e outras instituições financeiras globais também influenciam o mercado, com a previsão de que não haverá alteração nas taxas de juros.
Além disso, a análise da 4intelligence sugere que a vitória de Lula no segundo turno das eleições trouxe de volta o prêmio de risco aos ativos brasileiros, refletindo a frustração do mercado com a expectativa de um ajuste fiscal mais rápido. A situação fiscal do país é considerada desafiadora, especialmente após as promessas de aumento de despesas durante a campanha eleitoral.
O cenário internacional também impacta o mercado, com a expectativa de balanços de grandes empresas de tecnologia e a queda nos preços do petróleo, que influenciam as decisões dos investidores.
Fonte original: InfoMoney