O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no último domingo (25), derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL). Essa vitória já está impactando os mercados financeiros, que enfrentam uma expectativa de volatilidade nas próximas semanas.
Reações do mercado financeiro
Durante o pregão asiático, os contratos futuros do real apresentaram uma queda de 10%. Além disso, o Nomura NF Ibovespa Link ETF, um fundo negociado em bolsa brasileiro listado em Tóquio, despencou 15%. Antes da reeleição, os mercados já haviam mostrado oscilações significativas, especialmente após a surpreendente liderança de Bolsonaro no primeiro turno.
Na sexta-feira (23), as ações haviam fechado quase 7% acima do nível anterior ao primeiro turno, enquanto o real se valorizou cerca de 5% em relação ao dólar. Contudo, as expectativas para os futuros de taxas de juros indicam que os investidores estão preocupados com a possibilidade de um aumento nos custos de empréstimos.
“Esperamos uma reação acentuada do mercado na segunda-feira, com reajustes agressivos nos preços e uma onda de vendas de ativos”, afirmou Luis Felipe Vital, chefe de estratégia macro da Warren Investimentos. A expectativa é que a abordagem gradual de Lula para as finanças públicas possa impactar os custos de empréstimos.
Os investidores estão em busca de um compromisso claro com a disciplina fiscal. Alejo Czerwonko, da UBS Global Wealth Management, destacou que “os investidores querem um compromisso claro e confiável com a disciplina fiscal”. A falta de confiança nas promessas de Lula pode levar os credores a exigir taxas de juros mais altas, aumentando a dívida pública.
A equipe de Lula planeja atingir um superávit orçamentário de cerca de 1,3% do PIB até 2030, mas a dívida pública já ultrapassa 82% do PIB. Divya Singaravelu, da Meridian 1305 Capital, ressaltou que a escolha do próximo ministro da Fazenda será um sinal importante para os mercados, e que os investidores aguardam detalhes sobre o orçamento e o teto de gastos para 2027.
Fonte original: CNN Brasil