O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou forte oposição à proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) que sugere a suspensão da cobrança de dívidas de pessoas físicas e empresas por até um ano. Durigan afirmou que essa iniciativa poderia resultar em um “calote geral” na economia brasileira, afetando diretamente a oferta de crédito e o funcionamento das instituições financeiras.
A crítica de Durigan surgiu após o anúncio da proposta durante um debate presidencial na Band. Em um vídeo postado em seu Instagram, o ministro destacou que a interrupção dos pagamentos comprometeria a capacidade dos bancos de conceder novos empréstimos. “Nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, enfatizou.
Impactos no sistema financeiro
Durigan alertou que a suspensão generalizada das cobranças teria efeitos significativos sobre a circulação de recursos no sistema financeiro. Ele explicou que os pagamentos feitos por clientes que já possuem empréstimos são fundamentais para a capacidade dos bancos de oferecer novos financiamentos. Assim, a interrupção do recebimento das parcelas por até 12 meses poderia prejudicar o fluxo de recursos necessário para a concessão de crédito.
O ministro ressaltou que a proposta não beneficiaria apenas os devedores, mas teria repercussões em todo o sistema financeiro, afetando tanto o crédito destinado às famílias quanto os recursos que as empresas utilizam para financiar suas operações. Durigan acredita que a medida poderia levar a uma drástica redução na capacidade dos bancos de financiar atividades econômicas.
A proposta de Flávio Bolsonaro foi apresentada durante o debate realizado no domingo (18), onde ele se confrontou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tenha proposto a suspensão dos pagamentos, Bolsonaro não forneceu detalhes sobre os mecanismos jurídicos e financeiros que seriam necessários para implementar a ideia.
Fonte original: Brasil 247