Petróleo Brent atinge US$ 110 com tensões no Oriente Médio e ataques na Rússia

O petróleo Brent alcançou a marca de US$ 110 por barril, o maior valor desde maio, impulsionado pelo receio de que as crescentes tensões no Oriente Médio possam restringir ainda mais a oferta global. Os contratos futuros do Brent fecharam em alta de US$ 3,94, ou 3,7%, nesta sexta-feira (16), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu US$ 3,44, ou 3,5%, encerrando o dia a US$ 101,41 por barril.

Fatores que influenciam os preços

A consultoria Energy Aspects, consultada pela Reuters, destacou que os preços do petróleo voltaram a subir após uma queda anterior, em meio a temores de uma escalada no conflito no Oriente Médio. Informações não confirmadas sugerem que o Irã estaria se preparando para um ataque preventivo, aumentando as preocupações sobre interrupções no fornecimento de petróleo.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interceptou um míssil balístico direcionado a Yanbu, um porto estratégico para o escoamento de petróleo. Embora não tenham sido registrados danos à infraestrutura, a situação continua a gerar apreensão no mercado.

Além disso, a oferta de combustíveis está sob pressão devido a ataques ucranianos a refinarias na Rússia. Na quinta-feira (15), a Ucrânia atacou uma refinaria em Ryazan, resultando na interrupção das operações em uma unidade de destilação primária.

Para Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial, a combinação das tensões no Oriente Médio e as incertezas sobre a capacidade russa de fornecer diesel têm levado os investidores a aumentar suas compras de petróleo. Em resposta, a Agência Internacional de Energia decidiu liberar mais de 20 milhões de barris de combustíveis no mercado.

Os Estados Unidos também anunciaram uma chamada para propostas de troca de até 17 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica, uma medida para enfrentar possíveis interrupções no abastecimento.

Fonte original: g1 Economia

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