Camil (CAML3) reporta lucro líquido de R$ 41,3 milhões no 2º trimestre de 2026

A Camil Alimentos (CAML3) divulgou seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em agosto, reportando um lucro líquido de R$ 41,3 milhões. Esse resultado representa uma queda de 47,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa registrou um lucro de R$ 78,7 milhões. O lucro líquido por ação foi de R$ 0,12.

A receita líquida da companhia caiu 7,2% na comparação anual, passando de R$ 2,98 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2025 para cerca de R$ 2,8 bilhões em 2026. A receita bruta também apresentou retração, totalizando R$ 3,2 bilhões, uma diminuição de 6,1% em relação ao ano anterior.

Desempenho financeiro e operacional

Em seu relatório, a Camil atribuiu a queda nos lucros à compressão nos preços médios no segmento internacional, embora tenha havido um crescimento no volume de vendas na categoria de alto valor no Brasil. O Ebitda consolidado foi de R$ 225,3 milhões, uma redução de 10,1% em relação aos R$ 250,6 milhões do segundo trimestre de 2025, com uma margem Ebitda de 8,2%, que caiu 0,3 ponto percentual.

O lucro bruto alcançou R$ 681,9 milhões, com um crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, e a margem bruta subiu 2,1 pontos percentuais, atingindo 24,7%. O custo das vendas diminuiu 9,7%, totalizando R$ 2,1 bilhões, influenciado pela redução de volumes e pela queda nos preços internacionais.

As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) aumentaram 8,9% na comparação anual, totalizando R$ 542,1 milhões, representando 19,6% da receita líquida. As despesas no mercado doméstico cresceram 19,5%, enquanto as internacionais caíram 12,1%.

Vendas e segmentos de mercado

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 127,6 milhões, mas houve uma melhora de 9,9% em relação ao segundo trimestre de 2025. A variação anual foi impactada por um ganho não recorrente de R$ 21 milhões, resultante da liquidação de derivativos de açúcar.

No que diz respeito ao volume de vendas, a Camil comercializou 604,7 mil toneladas, uma queda de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, as vendas totalizaram 387,5 mil toneladas, com uma redução de 2,5% na comparação anual. O segmento de alto giro, que inclui grãos e açúcar, apresentou uma queda de 4,6%, enquanto o segmento de alto valor, que abrange pescados, massas, café e biscoitos, cresceu 14,1% em volume.

Internacionalmente, as vendas caíram 8,3%, totalizando 217,1 mil toneladas, com uma retração de 18,3% no preço líquido médio, que ficou em R$ 3,15/kg. Apesar disso, a expansão de volumes em países como Chile, Peru e Equador ajudou a mitigar os efeitos negativos.

Os diretores Luciano Quartiero e Flavio Vargas destacaram a melhora na margem bruta e a força do segmento de alto valor, mencionando que o trimestre foi marcado por preços reduzidos de matérias-primas no Brasil, com indícios de recuperação nos preços, especialmente do arroz, ao final do período.

Fonte original: InfoMoney

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