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Fed indica possibilidade de nova alta de juros até dezembro

A ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta quarta-feira (7), indica que a maioria dos dirigentes acredita que uma nova elevação da taxa de juros nos Estados Unidos pode ser necessária até o final do ano. O documento reflete preocupações com a inflação persistente, mesmo com a economia apresentando um crescimento sólido e riscos para o emprego diminuindo.

Expectativas de nova alta de juros

Durante a reunião realizada nos dias 15 e 16 de setembro, o Fed decidiu aumentar os juros em 0,25 ponto percentual, elevando a faixa para 3,75% a 4%. Essa decisão foi unânime, com todos os participantes apoiando o aumento, motivados pela inflação ainda elevada e um mercado de trabalho considerado próximo do pleno emprego. A ata afirma que “a maioria dos participantes avaliou que outro aumento da faixa-alvo da taxa dos fed funds provavelmente seria adequado até o fim do ano”.

Entretanto, a sinalização de um novo aperto não implica um compromisso definitivo, já que as decisões futuras dependerão dos dados econômicos e suas repercussões. “Os participantes enfatizaram, entretanto, que abordavam cada reunião com a mente aberta”, registra o documento.

Pressões inflacionárias e mercado de trabalho

Um dos fatores que justificam a disposição para um novo aumento é a percepção de que a política monetária atual exerce pouca restrição sobre a economia. Vários dirigentes mencionaram que a taxa de juros vigente não é considerada restritiva ou é apenas levemente restritiva. Apesar da alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro, muitos dirigentes acreditam que as condições financeiras ainda favorecem o crescimento.

A ata também expressa insatisfação com o ritmo de redução da inflação, que permanece elevada. Os participantes notaram que não houve progresso suficiente na diminuição da inflação nos últimos meses, abrangendo tanto os serviços quanto os bens que compõem o núcleo da inflação. Além disso, a ata destaca que os preços da energia e a expansão dos investimentos em inteligência artificial estão pressionando a inflação para cima.

O mercado de trabalho, por sua vez, passou a ser uma preocupação menor para os dirigentes. A maioria avaliou que o mercado de trabalho se fortaleceu recentemente, com a criação de vagas superando o crescimento da força de trabalho. “Quase todos os participantes avaliaram que, embora os riscos para a inflação estivessem inclinados para cima, os riscos para o mercado de trabalho haviam diminuído e estavam agora amplamente equilibrados”, afirma o documento.

As projeções da equipe técnica do Fed também se tornaram menos otimistas em relação à inflação, prevendo que a meta de 2% só será alcançada em 2029. Embora a equipe espere que a inflação recue, os riscos para essa previsão são considerados inclinados para cima, devido à possibilidade de uma inflação mais persistente do que o antecipado.

A próxima reunião do Fed está agendada para os dias 27 e 28 de outubro, quando novas decisões sobre a política monetária poderão ser tomadas.

Fonte original: Money Times

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