O vice-governador eleito do Paraná, Edson Vasconcelos (PL), destacou a necessidade de uma transformação na economia brasileira, comparando-a a um “cavalo de pau num transatlântico”. Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, Vasconcelos criticou o aumento do endividamento público e do consumo como motores do crescimento, afirmando que o Brasil deve mudar de direção para aumentar sua capacidade de gerar riqueza.
Segundo Vasconcelos, o Brasil apresenta um PIB estagnado há 15 anos, com uma média de 2,2%. Ele comparou o desempenho econômico do país com o de potências como Estados Unidos e China, enfatizando a produtividade como um ponto central para a mudança necessária. “O mundo vem há um bom tempo correndo atrás de produtividade e esse governo criminaliza a palavra produtividade”, declarou.
Produtividade e tecnologia como soluções
O vice-governador, que também é empresário e engenheiro civil, assumiu a presidência da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em outubro de 2023. Ele argumentou que aumentar a produtividade não significa apenas trabalhar mais, mas sim utilizar tecnologia e eficiência para produzir mais. “A produtividade é a capacidade que você tem de gerar mais riqueza num posto de trabalho”, explicou.
Vasconcelos citou a modernização de máquinas como um exemplo de como a tecnologia pode aumentar a produção e, consequentemente, reduzir custos ao consumidor. “Às vezes você tem uma atualização tecnológica e uma máquina que produz quatro vezes mais, você gera produção em escala e leva deflação à gôndola”, afirmou.
Desafios e segurança no ambiente econômico
O vice-governador também abordou como o cenário econômico influencia a disposição das empresas em permanecer no Brasil. Ele afirmou que o setor produtivo está atento aos resultados eleitorais e às perspectivas econômicas antes de decidir sobre investimentos. “Todo mundo sabe que o empresariado brasileiro está escutando, está esperando se fica ou não no Brasil”, disse.
Além disso, Vasconcelos destacou o impacto do crime organizado na economia, mencionando a presença do PCC como uma ameaça ao ambiente de negócios. Ele comparou o planejamento do crime organizado ao do Estado, afirmando que o primeiro possui uma característica que falta ao poder público: planejamento de longo prazo. “Então hoje a gente sempre brinca que o país não tem planejamento a longo prazo, diferente do crime organizado”, comentou.
O vice-governador acredita que a segurança será uma prioridade na gestão de Sérgio Moro, que tratará o tema com seriedade. Ele ressaltou a importância de apresentar uma resposta eficaz para a questão da segurança no Paraná, afirmando que o estado pode servir de exemplo. Vasconcelos atribuiu parte da força da campanha no Paraná à trajetória de Moro e à sua associação com a Lava Jato, destacando sua relevância tanto nacional quanto internacional.
Fonte original: Gazeta do Povo