O contrato mais negociado do ouro registrou uma queda de 1,11% nesta quarta-feira (7), encerrando o dia a US$ 4.140,70 por onça-troy. Essa desvalorização foi impulsionada pelo fortalecimento do dólar americano e pelo aumento nos juros dos Treasuries.
Fatores que influenciam o mercado
A prata também apresentou um recuo, fechando a US$ 60,29 por onça-troy, com uma queda de 2,10%. O aumento nos preços do petróleo, que mantém o Brent acima de US$ 100 por barril, e a valorização do dólar foram fatores que pressionaram o preço do ouro.
Além disso, a expectativa em relação à ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed) trouxe incertezas ao mercado. Embora haja uma expectativa de que o banco central dos EUA mantenha os juros inalterados em outubro, há previsões de novas elevações até dezembro, conforme indicado pela ferramenta FedWatch do CME Group.
A analista Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, destacou que o futuro do ouro dependerá da relação entre o risco geopolítico, os preços do petróleo e as expectativas de inflação. “O ouro a US$ 4.000 por onça-troy continua sendo um nível importante”, afirmou.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou sobre os riscos que a economia global enfrenta, incluindo preços de energia altos e dívidas públicas recordes. Além disso, as reservas de ouro da China aumentaram para 77,47 milhões de onças troy no final de setembro, conforme dados do Banco do Povo da China.
Fonte original: Money Times