Após o primeiro turno das eleições, os bancos J.P. Morgan e Morgan Stanley elevaram suas recomendações para o mercado de ações brasileiro. O J.P. Morgan projeta uma alta de 12% para o MSCI Brazil no curto prazo, com potencial de chegar a 20%, destacando que esse é o maior potencial entre os mercados da América Latina.
Expectativas de mercado e migração de investimentos
O Morgan Stanley também aumentou a exposição ao Brasil para “overweight”, prevendo um avanço de cerca de 10% nas ações até o final do ano, além de uma valorização similar do real. Os analistas do banco afirmam que a segunda-feira marcou o início de uma “lua de mel” do mercado com Flávio Bolsonaro, sugerindo um novo caminho para a economia.
Uma das apostas do Morgan Stanley é que a redução das taxas de juros pode incentivar os investidores a migrar de renda fixa para ações. Atualmente, apenas 5% dos recursos dos investidores locais estão alocados na Bolsa, um número que está acima da mínima histórica, mas abaixo da média de 8,5%. O banco estima que até R$ 950 bilhões poderiam ser direcionados para fundos de ações.
O foco do Morgan Stanley está em empresas domésticas e sensíveis aos juros, como B3, XP e BTG Pactual, além de Mercado Livre e Nubank. O J.P. Morgan compartilha uma visão semelhante, destacando BTG e XP, e vê potencial em empresas como Nubank e Inter.
Em relação ao Ibovespa, o Morgan Stanley projeta que o índice pode alcançar 250 mil pontos até 2027, com uma melhora fiscal que poderia reduzir o prêmio de risco. O J.P. Morgan também vê espaço para reavaliação, considerando que o Brasil está negociando a 8,9 vezes os lucros projetados, com potencial para chegar a 10,9 vezes.
Entretanto, ambos os bancos alertam que a melhora das contas públicas é essencial para um cenário otimista. O Morgan Stanley enfatiza que a consolidação fiscal é necessária para garantir um custo de capital mais baixo, enquanto o J.P. Morgan ressalta que a economia brasileira ainda enfrenta desafios, como a desaceleração e um cenário externo desfavorável.
Fonte original: UOL Economia